BORBOLETAS MAGNÍFICAS

CORUJAS MAGNIFÍCAS

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012


LINDAS IMAGENS DE BORBOLETAS

BORBOLETAS RARAS





































Imagens tiradas da Internet


As BORBOLETAS são o meu encantamento... São mágicas e sublimes...Voam sem medo beijando flores numa dança magistral...São livres e apesar da fragilidade de forma ousada percorrem o espaço entre o céu e a terra proporcionando um espetáculo maravilhoso...Diz-se que as borboletas azuis trazem sorte e cura...

Sugestão:Assistam o fime "A Borboleta Azul"

https://www.youtube.com/watch?v=DjsKJDhcvJM



terça-feira, 18 de dezembro de 2012



SOFRIMENTO

Sofrer!
Quando sofro recebo a oportunidade de crescer.
De compreender que existem dentro de mim fatos que precisam serem clarificados.
Ao sofrer procuro caminhos que me conduzam ao ajuste que deve acontecer no meu íntimo .

É realmente uma pena que tantos compreendam o sofrimento de uma forma equivocada.
Se deixam arrasar por ele e passam a usá-lo como um escudo de proteção contra todas as oportunidades de seguir em frente e ser feliz de outras maneiras.

O sofrimento pode fortalecer nossas emoções tornando-nos pessoas únicas, basta tentar compreender o seu propósito em nossas vidas.
Tomar o cuidado de não se deixar envolver pela auto-piedade que pode evoluir para a amargura e tristeza.

O sofrimento consegue ensinar a amar com mais qualidade e intensidade, mostrarmos que podemos seguir em frente ou a sentir raiva e fechar as portas do coração...
A decisão é nossa...

Com ele posso aprender a me tornar muito especial em compreensão, entendimento, cumplicidade.
Sofrendo aprendo a sentir o que o outro sente quando sofre também.
Identifico a emoção vinda do outro coração... Consigo entrar dentro da dor do outro e o outro dentro da minha de forma profunda e maravilhosa.
Ser capaz realmente de sentir sua dor...

Ignorar o sofrimento são atalhos para fugir dos convites para compreender melhor a vida, a mim mesma e minhas emoções.
Fugir para me defender seca o coração e nem enxergo que o medo tira de mim a dádiva de aprender e aprender sempre, a estar mais perto do outro e de mim.

Devo procurar iluminar minha alma, me tornando uma pessoa fora do comum e assim descobrir que tenho muitas possibilidades mesmo sofrendo.
Essas decisões são refletidas nos pequenos grandes gestos.

Um sorriso cheio de luz nada custa para aquele que não se deixar vencer pelos desafios e percalços da vida.
Um abraço cheio de calor passa força e energia.
Um aperto de mão vigoroso e sincero, daqueles que te balançam por inteiro passando amizade e contentamento por encontrar a pessoa.

São gestos que fazem diferença, decisões que tomo para aproveitar o sofrimento na minha vida de forma notável.
Desta maneira proporciono alegria e sinto alegria...

O sofrimento pode também me tornar uma pessoa descrente,amarga,distante.
Estes estados da alma tem um poder muito grande de causar tristeza em nós e no outro.

É uma arte aprender a amar sem medo de sofrer.
Aprender a relacionar com o outro sem preocupação de se fazer necessário.
Não criar a fantasia e pretensão de se tornar indispensável.
Não somos onipotentes, não podemos impedir acontecimentos ...
Podemos sim sermos únicos e preciosos fazer a diferença na vida de quem amamos, caminhar junto.

E trilhar esses caminhos da vida com liberdade sejam eles quais forem.
Eu sei que deixar quem amamos livre é doloroso e sofrido.
Que aprendizado esplêndido...
Um desafio...

                  Maria da Graça
                    23/04/2012



domingo, 16 de dezembro de 2012

sexta-feira, 7 de dezembro de 2012


Certo dia meu pai Evandro, me presenteou, com um lindo relógio de coração.
Estávamos na sala, da casa, de meus pais quando me entregou e disse que era para coloca-lo no meu trabalho.
Fiz então esta poesia, saída do fundo do coração...                       
Este é o relógio que meu pai me presenteou.
Ele está na parede do meu trabalho.
É lindo...

                   Maria da Graça




O tempo

Ganhei um presente do meu pai.
Um relógio.
É mágico?
É poderoso?

Pode parar o tempo?
Ou quem sabe voltar o tempo...

O tempo do meu pai e minha mãe jovens.
E nós as crianças à volta deles.
Brincar...Correr...Sonhar...
Risadas, gritos de alegria.

Sonhar...
Sonhos de menina.
Sonhos doces e ingênuos .

Para relógio.
Volta pra  trás .
Traga de volta... 
Meu pai, minha mãe.
Meus irmãos... Crianças.
Traga de volta a velha vida...

Ah! é só um sonho...
O relógio não parou...
O relógio não voltou...
Nós envelhecemos. 
Agora nossos corações conhecem as perdas...

                                                                           Maria da Graça






El Reloj
compositor:Roberto Cantoral
Compositor e cantor mexicano

 Reloj no marques las horas
Porque voy a enloquecer
Ella se irá para siempre
Cuando amanezca otra vez.

Nomás nos queda esta noche
Para vivir nuestro amor
Y tu tic-tac me recuerda
Mi irremediable dolor.

Reloj detén tu camino
Porque mi vida se apaga
Ella es la estrella que alumbra mi ser
Yo sin su amor no soy nada.

Detén el tiempo en tus manos
Haz esta noche perpetua
Para que nunca se vaya de mí
Para que nunca amanezca.

O relógio

Relógio não marque as horas
Poque vou enlouquecer
Ela se vai para sempre
Quando amanhecer outra vez

Sobra-nos apenas esta noite
Para viver nosso amor
E teu, tic-tac, me recorda
Minha irremediável dor

Relógio parar o seu caminho
Porque a minha vida se apaga
Ela é a estrela que brilha meu ser,
Sem o seu amor não sou nada.

Segura o tempo em tuas mãos
Faça desta noite perpétua
Para que nunca saias de mim
Para que nunca amanheça.



segunda-feira, 3 de dezembro de 2012


Plutão

OLAVO BILAC


Negro, com os olhos em brasa,
Bom, fiel e brincalhão,
Era a alegria da casa
O corajoso Plutão.

Fortíssimo, ágil no salto,
Era o terror dos caminhos,
E duas vezes mais alto
Do que o seu dono Carlinhos.

Jamais à casa chegara
Nem a sombra de um ladrão;
Pois fazia medo a cara
Do destemido Plutão.

Dormia durante o dia,
Mas, quando a noite chegava,
Junto à porta se estendia,
Montando guarda ficava.

Porém Carlinhos, rolando
Com ele às tontas no chão,
Nunca saía chorando
Mordido pelo Plutão . . .

Plutão velava-lhe o sono,
Seguia-o quando acordado:
O seu pequenino dono
Era todo o seu cuidado.

Um dia caiu doente
Carlinhos . . . Junto ao colchão
Vivia constantemente
Triste e abatido, o Plutão.

Vieram muitos doutores,
Em vão. Toda a casa aflita,
Era uma casa de dores,
Era uma casa maldita.


Morreu Carlinhos . . . A um canto,
Gania e ladrava o cão;
E tinha os olhos em pranto,
Como um homem, o Plutão.

Depois, seguiu o menino,
Seguiu-o calado e sério;
Quis ter o mesmo destino:
Não saiu do cemitério.

Foram um dia à procura
Dele. E, esticado no chão,
Junto de uma sepultura,
Acharam morto o Plutão.