CORUJAS MAGNIFÍCAS

domingo, 9 de junho de 2013



Memórias

E uma ânsia constante        
Sempre existiu em mim.

Algures pelo caminho
Largaste minha mão.

Depois de tanto tempo
Depois de tanta dor
Tu voltaste e te reconheci

E gostei!

Eu me lembrei de tua partida
Eu me lembrei da tua luta pela vida
E dizeres, quero falar-te!

A porta se abriu e tu entraste
Olhaste os retratos que deixaste
E choraste.

Sensual e ardente
Este desejo de ti
Onde o pranto se espraia
Onde teu corpo descansa
E tua alma se prende.

Mas talvez não sejas como eu
E não sintas como eu sinto
E nada tenhas a dizer do que vive em ti

Se tu não és o passado
Nem o presente em mim
Eu busquei o caminho e sonhei o encontro...

Procuro no céu a cor do girassol
E sinto a chuva nas figuras distorcidas
Nas árvores que continuam vivas.

Eu entrei sem entrar
Te vi sem olhar
E representei sem pensar!

Senhor que fiz na vida
Representei ou sonhei?...

Que me tornei num poeta
Que tinha nascido
E nunca nasceu!


                                                     Maria Luísa Adães


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